Vacinação
contra a Gripe: Uma necessidade esquecida
Edimilson Migowski* - Arnaldo Prata Barbosa**
Nenhum
outro procedimento da medicina reduziu (e reduz) tanto a
dor, sofrimento e número de mortes quanto as vacinas.
Assim, vacinação é considerada a principal
coluna de sustentação da medicina preventiva
moderna. Os recursos destinados à aquisição
de vacinas por parte dos clientes não devem ser encarados
como “despesas” e sim como “investimentos”,
tendo-se em mente que nada dará mais retorno financeiro
e bem estar para o indivíduo do que esta simples
e eficaz medida preventiva.
A cultura de vacinação está muito bem
sedimentada para crianças e, gradativamente, vem
solidificando-se também entre as pessoas com mais
de 60 anos de idade. Contudo, tais programas não
contemplam outras faixas etárias.
1.
Gripe: é importante a prevenção?
Infecção por Vírus Influenza (Gripe)
Ao contrário do que alguns médicos pensam
gripe e resfriado não são a mesma coisa. A
gripe é causada por um vírus chamado Influenza
que tem esse nome pois no passado acreditava-se que todas
as mazelas da humanidade, entre elas a gripe, seriam causadas
por “influência” dos deuses. Mas não
é só o vírus que é diferente,
as manifestações clínicas também.
A gripe é caracterizada por febre alta, calafrio,
mal-estar importante, tosse produtiva, obstrução
nasal, dor de garganta, cefaléia, mialgia e, freqüentemente,
deixa a pessoa acamada. Ao contrário, o resfriado
comum é caracterizado por sinais e sintomas mais
leves como coriza, espirros e tosses eventuais e febre,
quando presente, é baixa e é causado por inúmero
vírus diferentes dentre eles o Coronavírus
e Rhinovírus.
Etiologia
Três tipos antigênicos da família orthomyxovirus
são conhecidos agentes etiológicos da Gripe:
Influenza tipo A (mais importante), B (responsável
por surtos localizados) e C (relativamente sem importância
clínica).
Os vírus da influenza A são subclassificados
com base nas características de dois antígenos,
a hemaglutinina (H) e a neuraminidase (N), havendo três
tipos de hemaglutininas (H1, H2 e H3) e duas neuraminidases
(N1 e N2).
A imunidade a esses antígenos - especialmente à
hemaglutinina - reduz a probabilidade de infecção
e diminui a gravidade da doença quando esta ocorre.
O vírus influenza é um vírus RNA com
uma grande capacidade de sofrer mutações com
intervalos variáveis, aparecem subtipos totalmente
novos (por exemplo, mudança de H1 para H2), o que
se denomina mudança antigênica maior, responsável
por pandemias, que ocorrem em intervalos de 10 a 40 anos,
como por exemplo as gripes Espanhola e a Asiática
que tiveram elevada morbidade e mortalidade; já as
mudanças antigênicas menores, dentro de cada
subtipo, associam-se com a ocorrência de epidemias
anuais ou surtos regionais.
As cepas dos vírus da influenza são descritas
segundo o país, região ou cidade onde foram
isoladas originalmente, o número do cultivo e o ano
de identificação. Por exemplo, A/Hong Kong
1/68 foi responsável por uma pandemia que acometeu
milhões de pessoas, no final da década de
60.
A infecção contra um subtipo confere pouca
ou nenhuma proteção contra os outros subtipos.
Epidemiologia
No Brasil ocorre elevação dos casos de Gripe
nos meses mais frios do ano (junho, julho e agosto) nas
regiões Sul e Sudeste e nas estações
de chuva (janeiro, fevereiro e março) nas regiões
Norte e Nordeste sendo uma importante causa de faltas a
escola e ao trabalho, elevação do número
de internações hospitalares por pneumonia,
e mortes. A infecção pelo vírus Influenza
é mais comum em pré-escolares e escolares,
embora quadros complicados sejam mais freqüentes em
lactentes e em idosos.
Manifestações
Clínicas da Gripe
O vírus Influenza se transmite de pessoa a pessoa
com extrema facilidade tendo um período de incubação
de 1 a 5 dias, fato que impossibilita a vacinação
de bloqueio. O início da sintomatologia é
abrupto: febre, calafrio, mialgia, cefaléia, dor
abdominal, náuseas, vômitos, mal estar, anorexia,
lombalgia, artralgia, tosse, rinorréia, obstrução
nasal, dor de garganta, fotofobia, conjuntivite, lacrimejamento,
ardência e dor nos olhos estão entre as manifestações
clínicas mais freqüentes. Em lactentes pode-se
observar quadro com aparência de maior gravidade,
mimetizando, por exemplo, a sepse.
O mal-estar geral pode persistir por vários dias
e até mesmo semanas. Pode ocorrer miosite, com dores
musculares e dificuldade de deambulação.
A febre dura cerca de 3 a 5 dias, sendo que a retomada do
quadro febril depois de um a dois dias sem hipertermia sugere
a possibilidade de infecção bacteriana secundária
e freqüentemente é um forte indicativo para
se iniciar antibiótico. Influenza pode diminuir o
metabolismo de certas drogas como, por exemplo, teofilina
elevando o nível sérico podendo causar intoxicação.
Tratamento
da Gripe
A Gripe, em geral, é uma doença auto-limitada
em indivíduos imunocompetentes e a maior parte das
pessoas se recuperam depois de alguns dias. Nos casos não
complicados o tratamento baseia-se em repouso, aumento da
ingestão hídrica, analgésico/antitérmico
que não contenham ácido acetil salicílico,
pelo risco de Síndrome de Reye e soro fisiológico
nasal. Já nos casos com infecção bacteriana
secundária (Otite, Sinusite ou Bronquite) faz-se
necessário o uso de antibióticos aumentando
ainda mais o ônus da doença e elevando o número
de dias de absenteísmo (trabalho e/ou escola).
Na dependência de cada paciente pode-se indicar terapia
antiviral específica como amantadina e rimantadina
- ambas ativas somente contra o Influenza tipo A, mas apenas
a primeira está liberada pelo FDA para administração
em crianças com mais de 1 ano de idade. Estudos mostram
rápida redução do tempo de doença
se o tratamento, com uma dessas duas drogas, for iniciado
dentro de 48 horas das manifestações clínicas.
O tratamento não deve ser feito por mais do que 5
a 7 dias. A dose é a mesma para as duas drogas:
Zanamivir,
não é recomendada para crianças com
menos de 7 anos de idade, a dose é de 10 mg 2 vezes
ao dia, independente do peso ou idade, e é por via
inalatória. Já o oseltamivir, a dose varia
de acordo com o peso, crianças com menores de 15Kg
recomenda-se 30mg 2 vezes ao dia, crianças de 15
a 23 Kg recomenda-se 45mg 2 vezes ao dia, para crianças
de 23 a 40 Kg, a dose é de 60 mg 2 vezes ao dia e
crianças com mais de 40 Kg a dose é de 75mg
2 vezes ao dia.
Vacinação Anti-Influenza
A proteção conferida pelas vacinas contra
influenza em indivíduos sadios contra cepas homólogas
(isto é, com os mesmos subtipos) é de aproximadamente
75%, com uma variação de 50 a 95%. A duração
da proteção é de um ano, sendo úteis
as revacinações anuais. Em imunocomprometidos
e idosos a eficácia da vacina é menor. Assim
tornar-se mandatória a vacinação dos
contactantes intradomiciliares, em outras palavras, com
o objetivo de se proteger o indivíduo de alto risco
devemos, além de vacinar o próprio, vacinar
as pessoas que com ele tenham contato.
Os dados sobre eficácia, reatogenicidade e segurança
das vacinas contra gripe em crianças com menos de
seis meses de idade são insuficientes, não
se recomendando seu uso nessa faixa etária. Contudo,
está provado que crianças mesmo sem doença
de base, com menos de um ano de idade, são hospitalizadas
por doenças atribuíveis à gripe a taxas
semelhantes as observadas em adultos de alto risco. Em um
artigo publicado recentemente (N Engl J Med 2000; 342:225-3l.),
estudou-se crianças de 0 a 15 anos de idade, a taxa
de hospitalização diminuiu com idade. lnfluenza
foi responsável por um número significativo
de consultas ambulatoriais e de tratamento com antibióticos
em crianças de todas as idades. Neste artigo a autora
concluiu que o número excedente de hospitalizações,
consultas ambulatoriais, prescrições de antibióticos
quantificam o efeito da gripe em crianças saudáveis,
sugerindo que o aumento do uso de vacinas contra a gripe
nesta população teria benefícios significativos.
Estratégias visando controlar epidemias de gripe
também deveriam focar os pré-escolares e escolares
saudáveis devido ao papel das mesmas na transmissão
da doença.
Entre os idosos, a vacina contra influenza pode evitar hospitalizações
e mortes por pneumonia, embora a eficácia vacinal
entre este grupo mais fragilizado esteja avaliada em apenas
30 a 40%.
Tipos
de Vacinas
Existem três tipos de vacinas inativadas contra vírus
influenza: a) vacinas de vírus fracionados; b) vacinas
de subunidades; c) vacinas de vírus inteiro; d) vacinas
de vírus vivo atenuado para administração
intranasal (em fase de estudo).
No Brasil apenas as vacinas de vírus fracionados
(split) e as subunitárias estão licenciadas.
Qualquer um desses dois tipos pode ser utilizado em crianças
com mais de 6 meses de vida.
As vacinas contra influenza têm sido fornecidas em
seringas já preparadas com 0,5 ml, frasco ampola
com apenas uma dose e frasco multidose. Os frascos multidose
são utilizados basicamente em campanhas governamentais.
Embora vacinas com vírus vivo atenuado sejam utilizadas
em alguns países da extinta União Soviética,
não existe nas Américas nenhuma vacina licenciada
deste tipo.
O FDA americano em julho de 2001 considerou a vacina FluMist
® utilizando vírus vivo atenuado eficaz, mas
não segura, para a maioria das pessoas. Esta conclusão
foi baseada nos dados de um estudo envolvendo mais do que
24.000 pessoas com idades superiores a 64 anos. Não
está claro quando o FDA licenciará este tipo
de vacina, sendo improvável que isto ocorra antes
da próxima estação de gripe dos EUA.
A Aviron, empresa produtora da vacina informou que só
será capaz de produzir este tipo de vacina em escala
industrial para a estação de gripe de 2003/04.
Ressalta-se que por ser tratar de vacina composta de vírus
vivo atenuado não poderá ser administrada
em indivíduos imunodeprimidos.
A maior vantagem deste tipo de vacina é o fato de
não precisar ser injetável e de, teoricamente,
dar uma boa proteção de mucosa de trato respiratório
superior.
No Brasil existem diversas vacinas contra influenza registradas,
como a Fluzone ® (Aventis Pasteur), a Fluarix® (GlaxoSmithkline),
a Vaxigrip® (Aventis Pasteur), a Vaxiflu® (CSL Limited),
a Agrippal S1® (Novartis), a Flushield® (Wyeth Lederle),
todas do tipo “split” ou sub-unitárias,
podendo ser utilizadas normalmente em crianças a
partir dos seis meses de idade.
A orientação do Comitê Assessor em Práticas
de Imunização (ACIP) do Centro de Prevenção
e Controle de Doenças (CDC), de Atlanta, e da Academia
Americana de Pediatria, da Sociedade Brasileira de Pediatria
e do Ministério da Saúde do Brasil recomenda
meia dose de 6 a 35 meses de idade e de dose inteira (0.5
ml) a partir desta idade. No primeiro ano de utilização
deve-se administrar duas doses com intervalo de 4 semanas
entre as mesmas, nos anos subseqüentes apenas uma dose
anual é suficiente.
Composição
da Vacina para 2003
A composição da vacina segue a orientação
da Organização Mundial de Saúde (OMS),
com base nas informações recebidas de todo
o mundo sobre a prevalência das cepas circulantes.
A OMS indica aos laboratórios produtores de vacina
as variantes do vírus influenza que devem compor
a vacina que será utilizada no ano seguinte. Desde
1998 esta indicação passou a ser feita semestralmente,
respeitando-se assim as diferenças que podem ocorrer
entre os países dos hemisférios norte e sul.
A composição da vacina anti-Influenza para
o Hemisfério Sul para o ano de 2003 coincidentemente
será a mesma recomendada para o Hemisfério
Norte de 2002.
Na composição das vacinas entram antibióticos,
tais como a neomicina e a polimixina como conservante. Até
este ano todas as vacinas contra a gripe tinham como conservante
o timerosal. A partir de 2003, seguindo as tendências
atuais, a vacina fabricada pela GlaxoSmithkline (Fluarix®)
não terá mais a o timerosal como conservante.
As vacinas são trivalentes, obtidas a partir de culturas
em ovos embrionados de galinha contendo 15 µg de dois
subtipos do sorotipo A e 15 µg de uma cepa do sorotipo
B.
Via
de administração
Esta vacina não tem alumínio, assim poderá
ser aplicada por via subcutânea ou intramuscular.
A vacina contra influenza pode ser aplicada simultaneamente
com qualquer das outras vacinas do Programa Nacional de
Imunização.
Época
de aplicação da Vacina
A vacina anti-influenza aplicada a qualquer época
é melhor do que não se aplicar em data alguma,
por outro lado, baseado em alguns estudos realizados em
nosso país, sugere-se que na região Sul e
Sudeste o outono se constitua na época ideal para
aplicação da vacina. Nas outras regiões,
até que novos estudos estejam disponíveis
a vacina poderia ser aplicada nos meses que precedem a estação
chuvosa, isto é novembro e dezembro.
Vantagens
da vacinação
Não há inconveniente de se vacinar pessoas
saudáveis, aliás quanto maior for a cobertura
vacinal maior será a eficácia da vacina pelo
menor circulação do vírus.
A ocorrência de Infecção por Influenza
em grupos de maior idade, implica em elevação
dos custos financeiros e sociais.
Os objetivos principais dos programas de vacinação
contra o Influenza são:
1.- Prevenir a disseminação da infecção;
2.- Prevenir as complicações relacionadas
com a Influenza;
3.- Prevenir a reinfecção posterior (imunidade
cruzada).
Redução
do Absenteísmo
Outro benefício bastante claro com a vacinação
anti-influenza é a redução do absenteísmo.
Poucos são os trabalhos realizados no Brasil sobre
isto. Dados ainda não publicados, obtidos pelo Dr.
Fábio Neves, São Francisco Clínicas
de Ribeirão Preto-SP, comprovam redução
de 64% no absenteísmo por gripe em profissionais
da área de saúde no período de 1999
a 2001. Houve também, redução significativa
do absenteísmo (44%) por otite média aguda,
sinusite, amigdalite e pneumonia. Estes benefícios
significativos foram obtidos com cobertura vacinal de apenas
55%. Foi realizado estudo de caso-controle com a mesma amostra,
para cálculo da importância da vacinação
contra gripe na redução do absenteísmo
por gripe ou complicações. O odds ratio foi
calculado em 0,042, sendo considerada a vacinação
um forte fator protetor. Esta proporção indica
que para cada 100 casos de gripe com afastamento do trabalho,
no grupo de não vacinados, ocorrem apenas 4,2 casos
no grupo de vacinados.
Mais trabalhos de farmacoeconomia precisam ser realizados
para que os médicos do trabalho se sintam mais encorajados
a estimular as campanhas anuais contra a gripe.
É verdadeiro afirmar que a gripe é a doença
infectocontagiosa mais freqüentemente adquirida no
ambiente hospitalar entre profissionais de saúde.
Estudos norte-americanos mostram que hospitais de alta complexidade
que realizam campanha de vacinação contra
gripe, têm a mortalidade global diminuída em
até 30%, no período epidêmico, quando
comparado a hospitais que não vacinam os funcionários.
Apesar disto, no Brasil, a cobertura vacinal entre estes
profissionais é baixíssima, seguramente menor
do que 3%.
Eventos
adversos mais comuns
Dor local, de pequena intensidade, com duração
de até dois dias. Febre, mal-estar e mialgia, mais
freqüentes em pessoas que não tiveram exposição
anterior aos antígenos da vacina (por exemplo, crianças).
Este tipo de efeito adverso ocorre em menos do que 5% dos
vacinados, tendo início, em geral, após seis
a 12 horas após a vacinação persistindo
por um a dois dias.
As vacinas constituídas por vírus fracionados
ou por subunidades são menos reatogênicas do
que as de vírus inteiros. Reações anafiláticas
são raras, geralmente devidas à proteína
residual do ovo.
Indicações
A vacina está indicada nas pessoas que desejam reduzir
o risco de ficar gripada. No que se refere aos CRIEs (Centro
de Referência para Imunobiológicos Especiais),
a Comissão Assessora de Imunizações
do Ministério da Saúde estabeleceu as seguintes
prioridades para vacinação:
1. Crianças com mais de 6 meses de idade e adultos
com os seguintes fatores de risco: Asma e outras doenças
pulmonares crônicas; Doenças cardiovasculares
crônicas; Doença ou terapia imunossupressora;
Infecção por HIV (sintomática ou não);
Anemia falciforme e outras hemoglobinopatias; Uso prolongado
de aspirina (principalmente crianças e adolescentes);
Diabetes mellitus e outras doenças metabólicas
crônicas; Doença renal crônica; Institucionalizados
que requerem cuidados prolongados; Cirrose hepática;
Transplantados; Outros comprometimentos de base.
2. Profissionais de saúde e familiares que estejam
em contato com os pacientes mencionados anteriormente: Profissionais
de saúde que atendem crianças em hospitais
e ambulatórios; Empregados de instituições
que abrigam crianças que requerem cuidados prolongados;
Comunicantes domiciliares (inclusive crianças) de
pessoas de alto risco.
Recentemente o Comitê Assessor de Imunizações
dos EUA (ACIP) expandiu o grupo que também deveria
ser vacinado. A partir de março deste o ACIP sugeriu
a vacinação universal de toda criança
de 6 meses a 2 anos de idade e de todas as crianças
e adolescentes de 2 a 18 anos de idade que sejam contactantes
intradomiciliares de crianças com menos de 2 anos
de idade. Esta nova recomendação prende-se
ao fato de crianças com menos de 23 meses de idade
terem risco substancialmente maior de hospitalização
relacionadas a infecção pelo vírus
influenza.
Mulheres, no segundo ou terceiro trimestre de gestação,
também deveriam ser vacinadas. Desta forma a IgG
específica contra o vírus influenza passaria
para o bebê por via transplacentária protegendo-o
nos primeiros seis meses de vida, fase na qual a criança
não pode ser vacinada.
Fontes
e referências bibliográficas recomendadas
1)CDC. Infuenza activity- United States World, 2002-2003
Season and Recommended Composition of Influenza Vaccines.
MMWR 2002; 51 (RR-3):1-25
2)Cintra OAL, Arruda EA. Influenza. In Farhat CK, Carvalho
ES, Weckx L, Carvalho LHFR, Succi RCM (Eds) Imunizações.
Fundamentos e Prática. Atheneu – São
Paulo: 495-516,2000
3)MMWR, September 27, 2002/51 (38); 864,875
4)Stamboulian D, Bonvehi PE, Nacionovich FM, Cox N. Influenza.
Infection Diseases Clinics of North America 2000; 14:141-66
5)Prevention and Control of Influenza> Recommendations
of the Advisory Committee on Immunization Practices (ACIP).
MMWR 2000; 49 (RR-3):1-38
6) www.cdc.gov/nip/flu/target-groups.htm
7) www.cdc.gov/nip/flu/vfc
8) Prevention and Control of Influenza: recommendations
of the Advisory Committee on Immunization Practices (ACIP)
; April 20, 2001 / 50(RR04);1-46)
The American Lung Association Asthma Clinical Research Centers-
New England- Nov of 2001