Associação Médica em Revista
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Acreditação: garantia de qualidade

A recessão nos sistemas público e privado de saúde e a competição cada vez maior vêm obrigando as empresas a melhorarem a qualidade dos seus serviços. Para os laboratórios, isso significa adotar procedimentos modernos, eficientes e realizados por pessoal especializado e competente, dentro do tempo esperado.

Segundo Wilson Shcolnik, Diretor de Acreditação da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial, até há pouco tempo, os laboratórios confiavam nos desempenhos apontados por seus controles externo e interno da qualidade. Hoje, é preciso se preocupar também com todas as fases dos processos, além dos aspectos administrativos e o gerenciamento do negócio.

- De que adianta fazer corretamente um exame, se ele é entregue fora do prazo esperado ou se a amostra não é transportada da maneira adequada? Os programas de acreditação foram criados como uma resposta às alegações da baixa qualidade do trabalho dos laboratórios clínicos, da ausência de padrões e até de fraudes nos processos – afirmou.

De acordo com Wilson Shcolnik, no caso dos laboratórios clínicos, a acreditação tem o objetivo de criar, ou melhorar, os padrões da prática laboratorial, de modo a reduzir os riscos de danos na prestação do serviço e aumentar as probabilidades de bons resultados.

- Em geral, a acreditação é voluntária e o laboratório escolhe a agência acreditadora, baseado na credibilidade que esta possui, sua experiência no ramo e o conhecimento técnico dos seus auditores. Quando a auditoria é feita por profissionais que trabalham em laboratórios, conhecida como “auditoria por pares”, há troca de experiências e de conhecimentos com os auditores – explicou.

Em setembro de 1998, a Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial criou o Programa de Acreditação de Laboratórios Clínicos (PALC). Segundo Wilson Shcolnik, o programa é independente, como muitos que existem em outros países, e adotou como critério as Boas Práticas para Laboratórios Clínicos (BPLC), editadas anos antes, a partir de um trabalho em conjunto realizado pelo Inmetro, com a colaboração das sociedades científicas, universidades e laboratórios públicos e privados.

- O PALC, que segue o método das auditorias periódicas realizadas por pares, já acreditou mais de 40 laboratórios em todo o Brasil e tem mais de 100 inscritos. Para receber a acreditação, o laboratório deve atender a todos os requisitos, apresentar um plano satisfatório para corrigir o que não está em conformidade, se houver, e obter aproveitamento satisfatório em programas de controle externo da qualidade, como o PELM (Proficiência em Ensaios Laboratoriais), da SBPC/ML – relatou.

Mesmo depois de ser acreditado, acrescentou Shcolnik, o laboratório será submetido a auditorias periódicas para verificar se continua mantendo os padrões determinados. O selo do PALC significa o reconhecimento do compromisso com a qualidade, capacitação e competência dos serviços. O laboratório acreditado prova ao mercado, aos órgãos públicos e à sociedade, que é uma organização em que se pode confiar.


SOCERJ realiza congresso em Julho

Com a previsão de 2.500 participantes, a Sociedade de Cardiologia do Estado do RJ vai promover o seu XX Congresso, de 31 de julho a 2 de agosto, no Riocentro. Segundo o Presidente da SOCERJ, Luiz Antonio Campos, a Sociedade pretende fazer com que o congresso seja o maior evento científico e de ensino na especialidade, tornando-o um marco de excelência.

- Aliaremos ao consagrado “padrão SOCERJ”, o conforto de um sistema de transporte, que conduzirá os congressistas até o Riocentro, com pontos estratégicos nas zonas sul e norte. Além da sessão conjunta SOCERJ/Sociedade Espírito-Santense, que obteve grande sucesso em 2002, teremos ainda a já aguardada sessão SOCERJ/Sociedade Mineira de Cardiologia, que demonstram o perfil agregador da nossa Sociedade – ressaltou.

As atuantes Comissões de Cardiologia Preventiva e Social e de Qualidade Assistencial, acrescentou Luiz Antonio, terão um espaço de destaque no congresso, ampliando os horizontes de ação e penetração da SOCERJ nos âmbitos comunitários e da sociedade civil.

Fundada em 1955, a SOCERJ conta hoje com mais de 1.700 associados, seis seções regionais, oito departamentos de especialidades, cinco comissões e dois conselhos. De acordo com Luiz Antonio Campos, a recém-criada parceria da SOCERJ com o CREMERJ, RIOCOR, universidades, Fundação Nacional de Saúde, Ministério da Saúde e Secretarias Estadual e Municipal de Saúde continua produzindo frutos, uma vez que estão sendo preparados os segundos fóruns sobre mortalidade cardiovascular e emergências cardiológicas públicas do Estado do RJ, cujos relatórios serão apresentados durante o XX Congresso.

- Duas novas recomendações da SOCERJ já começaram a ser elaboradas e abordarão os temas acidente vascular encefálico e dissecção aguda da aorta. As recomendações também serão apresentadas no congresso, bem como será feita a distribuição dos dois números suplementares da Revista da SOCERJ – relatou.

Para o Presidente da SOCERJ, a grandiosidade de uma sociedade médica passa não só pelo seu perfil qualitativo técnico-científico, mas também por seu número de associados. Visando uma representatividade cada vez maior, a SOCERJ está iniciando uma campanha de captação de novos sócios e da re-integração de antigos sócios inadimplentes, intitulada “Sócio 2000”.

- O cardiologista, a ser contemplado com a inscrição 2000, receberá como prêmio, inscrição, passagem e hospedagem para o 58º Congresso Brasileiro de Cardiologia, que acontecerá este ano, em Salvador. Com isso, queremos reafirmar o nosso lema: “SOCERJ: A Sociedade que mais cresce” – comentou.

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