SOMERJ participa
de reunião com Ministro da Saúde
Em reunião, realizada no dia 7 de fevereiro, a convite
do CREMERJ, o Presidente da SOMERJ, Samuel Kierszenbaum
apresentou a Central Médica de Convênios ao
Ministro da Saúde, Humberto Costa. Na ocasião,
também estiveram em pauta a carência de recursos
humanos nos hospitais, a baixa remuneração
dos médicos, o Programa de Saúde da Família,
a defasagem da Tabela SUS e outros assuntos.
Participaram da reunião Aloísio Tibiriçá
Miranda e Luis Fernando Soares Moraes, Presidente e 1º
Secretário do CREMERJ, respectivamente; e Vivaldo
de Lima Sobrinho, Coordenador da Comissão de Saúde
Pública do Conselho.
Durante a reunião, Samuel Kierszenbaum explicou como
a Central Médica de Convênios funciona e entregou
um exemplar do Livro Regional de Saúde a Humberto
Costa. O Presidente da SOMERJ ressaltou que, cada vez mais,
os valores defasados da Tabela SUS estão afastando
médicos e hospitais do setor público. Para
Samuel, como a Central Médica defende o credenciamento
universal, ela também poderia atender ao SUS, fazendo
com que os médicos e unidades voltem a se interessar
pelo sistema público e que a população
receba uma assistência de qualidade.
De acordo com o Ministro da Saúde, o Governo federal
tem consciência de que a defasagem da Tabela SUS está
comprometendo a qualidade do atendimento à população.
Humberto Costa enfatizou que o Governo vai reajustar os
valores pagos pela Tabela SUS e ainda existe uma proposta,
em estudo, de modificar a forma de repasse das verbas, que
ao invés de ser por procedimentos, seria feito de
forma global aos hospitais. O Ministro também se
comprometeu a estudar a proposta de atuação
da Central Médica de Convênios no SUS.
O Presidente do CREMERJ, Conselheiro Aloísio Tibiriçá,
mostrou-se preocupado com alguns aspectos que ainda impedem
a efetiva implantação do Programa de Saúde
da Família no Estado do Rio de Janeiro, como a precarização
das relações trabalhistas da equipe de saúde
e a falta de hierarquização do programa no
SUS. Humberto Costa ressaltou que a proposta do Governo
federal é, a partir de agora, fazer a contratação
de médicos para o PSF, com a garantia dos direitos
trabalhistas. Segundo o Ministro da Saúde, o processo
de ampliação do Programa, que será
feito através de um financiamento do Banco Mundial,
vai possibilitar a contratação de novas equipes
de saúde e a construção de unidades
de referência.
Na reunião, também foram abordadas a carência
de recursos humanos e a má remuneração
dos médicos. Em relação aos assuntos,
Humberto Costa afirmou que o Governo federal sabe que o
déficit de pessoal e os baixos salários são
questões que dificultam a implementação
do SUS. Para resolver o problema, o Ministério da
Saúde criou a Secretaria de Gestão do Trabalho
e de Educação na Saúde, que vai tratar
de toda a política de recursos humanos, incluindo
formação, educação médica
continuada e mesa de negociação.