Assembléia
decide parar atendimento a convênios por 24 horas
Em
assembléia, realizada no dia 26 de maio, os médicos
do Estado do Rio de Janeiro decidiram paralisar por 24 horas
o atendimento a planos de saúde, no dia 10 de junho.
Na ocasião, ainda foi marcada nova assembléia
dos médicos a ser realizada também no dia
10, às 20 horas, no auditório do Colégio
Brasileiro de Cirurgiões (Rua Visconde Silva, nº
52 - Botafogo).
Os médicos também decidiram marcar duas novas
manifestações contra os convênios, como
ocorreu no domingo, dia 25 de maio, em que os médicos
realizaram um ato de protesto na Praia de Ipanema. As manifestações
estarão acontecendo no dia 8 de junho (domingo),
às 10h30, em Copacabana (Av. Atlântica esquina
com Rua Santa Clara - Posto 4); e , no dia da paralisação
de 24h, 10 de junho, às 12h, no Centro (Av. Rio Branco
esquina com Rua São José). Mais uma vez, estarão
sendo distribuídos panfletos à população,
mostrando que, enquanto os pacientes pagam pelos reajustes
anuais aos planos de saúde, os médicos estão
com suas consultas e procedimentos congelados há
mais de cinco anos.
A assembléia contou com a participação
de cerca de 400 médicos, que rejeitaram os índices
de reajuste de consultas e CH apresentados pelos convênios.
Por unanimidade, os médicos acataram a proposta da
Comissão de Mobilização da Central
Médica de Convênios de paralisar o atendimento
por 24 horas.
Na ocasião, a Conselheira Márcia Rosa de Araújo,
Coordenadora da Comissão de Saúde Suplementar
do CREMERJ, relatou as propostas de negociação
apresentadas pela UNIDAS (Ex-Grupo Ciefas), a Golden Cross
e a Amil. Segundo a Conselheira, a FENASEG e a ABRAMGE não
se manifestaram em relação a reajuste de consultas
e CH.
- A UNIDAS propôs que, a partir de 1º junho,
a consulta passaria de R$ 24,00 para R$ 28,00; a partir
de 1º de agosto, seria R$ 29,00; e a partir de 1º
de outubro, R$ 30,00. Não houve proposta para reajuste
de CH, pois o segmento alegou que o mesmo é um indexador.
A UNIDAS ainda apresentou reajustes para os atuais valores
de procedimentos da Tabela Ciefas: a partir de 1º de
junho, 15% de reajuste; a partir de 1º de agosto, seria
20%, não cumulativo, ou seja, reajuste sobre o valor
atual; e a partir de 1º de outubro, 25%, também
não cumulativo - afirmou.
A Golden Cross, acrescentou Márcia Rosa, apresentou,
para planos coletivos, reajuste de 19,05%, a partir de 1º
de junho, nas consultas, passando de R$ 25,20 para R$ 30,00.
Reajuste de 7,14% para CH, passando de 0,28 para 0,30. Para
planos individuais, a empresa está aguardando decisão
da ANS para a possibilidade de incluir reajustes futuros.
- A Amil, alegando o repasse de reajuste permitido no ano
passado pela ANS, afirmou que a consulta ficaria mantida
em R$ 30,24 para os planos coletivos e empresariais. As
consultas de planos individuais iriam para R$ 30,24. A partir
de 1º de junho, seria CH 0,30, para beneficiários
de planos coletivos e empresariais - explicou.
Durante a assembléia, Marcos Sarvat, Secretário-Geral
da SOMERJ e Vice-Presidente da Central Médica de
Convênios, fez uma apresentação sobre
a Central, fazendo um histórico da evolução
do movimento e ressaltando os seus princípios e avanços.
Na próxima assembléia, os médicos vão
avaliar as negociações com os planos de saúde
e decidir por uma possível paralisação
de um plano-alvo, que poderá ser escolhido entre
os seguintes convênios: Bradesco, Sulamérica,
Unibanco, GEAP, CASSI, Banco Central, CAARJ, Amil, Golden
Cross e Mediservice.
Central
Médica prepara nova edição do Livro
Regional de Saúde
A
Central Médica de Convênios está preparando
a Edição 2003/2004 do Livro Regional de Saúde,
que terá como novidade a publicação
de dois exemplares diferentes, um voltado para os médicos
e outro para a população. No dia 4 de junho,
foi realizada uma reunião da Central com representantes
da indústria farmacêutica e de equipamentos
médicos, com o objetivo de apresentar o novo projeto
do Livro Regional de Saúde e oferecer às empresas
a inclusão de anúncios na publicação.
Segundo o Vice-Presidente da Central Médica de Convênios,
Marcos Sarvat, o projeto da Central para o biênio
2003/2004 é audacioso e promete avanços significativos,
que de fato repercutam na prática profissional diária
do médico.
- Neste encontro, apresentamos as diversas modalidades de
envolvimento da indústria farmacêutica e de
equipamentos da área médica no lançamento
do Livro Regional de Saúde, que, iniciado em 1999,
pretende inovar e ampliar sua tiragem, atingindo a população
do Estado e também os médicos e serviços
como um todo - afirmou.