Como melhorar o
desempenho empresarial do seu consultório
Renato Gregório - Professor de Pós-Graduação
em Marketing e Diretor da TSO
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Parte
(III) – Minimizando o desconforto da espera
Fazer
os pacientes esperarem pelo atendimento já é
rotina em muitos consultórios. Mesmo que a consulta
tenha hora marcada, os profissionais, muitas vezes, deixam
os clientes aguardando, desde alguns poucos minutos até
mais de uma hora. Esperar nos dias de hoje é algo
ainda mais desagradável do que sempre foi. No mundo
moderno, onde os acontecimentos são mais ágeis
e o tempo escasso, cresce na área médica a
intolerância dos clientes pelos atrasos nas consultas.
Os pacientes estão cada vez mais exigentes e “esperar
com hora marcada” já não é mais
admissível.
O processo de espera abrange dez características
principais que possibilitam entender melhor porque ela é
tão desagradável. São itens que devem
ser trabalhados para que os clientes não os sintam.
Entendendo como funciona o processo de espera, as atendentes
e os médicos, podem colocar em prática várias
ações a fim de evitar que o paciente se irrite
com os “minutinhos” que é obrigado a
aguardar na sala de espera do consultório. A seguir,
apresentamos uma lista com as principais características
da espera:
1. O tempo desocupado parece mais longo do que o ocupado:
quando se está parado em um lugar, tem-se a sensação
de que os minutos se arrastam.
2. As esperas no pré-atendimento parecem mais longas
do que durante a consulta: a ansiedade por encontrar o médico
faz o paciente achar que a espera é enorme. No entanto,
se ele já está sendo consultado e o profissional
pede que ele aguarde enquanto vai pegar um exame, por exemplo,
a espera parece bem menor, mesmo que dure os mesmos dez
minutos.
3. A ansiedade faz a espera parecer mais longa: o desejo
de ser atendido traz a impressão de que um minuto
tem muito mais que 60 segundos.
4. A espera incerta é mais longa do que a conhecida
e finita: se o médico não chegou ao consultório
é dever da recepcionista informar o tempo de atraso
previsto.
5. A espera inexplicada é mais longa do que a explicada:
a recepcionista deve minimizar esse desconforto, apresentando
ao paciente os motivos pelo qual o atendimento ainda não
aconteceu.
6. A espera injusta é mais incômoda do que
a eqüitativa: o conceito do que é ou não
justo é muito subjetivo, mas a recepcionista deve
estar preparada para todas as interpretações.
7. Quanto mais valioso o serviço, mais tempo as pessoas
esperarão.
8. A espera solitária parece mais longa do que a
em grupo: enquanto aguarda, o paciente pode ficar ainda
mais incomodado se não houver ninguém próximo
a ele. É função da recepcionista evitar
que isso aconteça, tentando distraí-lo quando
ele estiver solitário aguardando.
9. A espera fisicamente incômoda parece maior do que
a confortável: uma sala lotada, onde o paciente não
tem lugar para sentar, provoca uma sensação
de espera maior do que se ele estivesse em uma cadeira.
10. A espera desconhecida parece maior do que a conhecida:
quando está em um local pela primeira vez, o cliente
se sente mais desconfortável. Se ele está
habituado ao local e às pessoas, o paciente se sente
mais à vontade e isso minimiza o desgaste pelo tempo
de espera.
De modo geral, temos dois tipos de desgastes durante a espera:
o físico e o emocional. Para combater o desconforto
físico, há algumas medidas simples que podem
ser colocadas em ação:
- Coloque cadeiras ou sofás confortáveis para
os pacientes sentarem;
- Não deixe sobre a mesa da sala revistas ou jornais
antigos, troque-os periodicamente;
- Dê preferência a cadeiras individuais, que
proporcionam mais privacidade ao paciente e menos contato
com pessoas desconhecidas.
Além dos problemas físicos, a sala de espera
pode provocar também uma atmosfera hostil aos pacientes.
Como alguns ficam cansados e, algumas vezes, extremamente
irritados pela demora no atendimento, acabam “contagiando”
outros clientes com sua insatisfação. As ações
para evitar o desconforto psicológico são
simples e apresentamos abaixo uma lista com estas atitudes:
- Se desculpe pela demora em atender ao recepcionar o paciente
na hora da consulta;
- Recomende à recepcionista que explique aos pacientes
o porquê da demora e o tempo previsto para o atendimento;
O que o médico, no entanto, deve ter como meta principal
nesta questão é evitar que o paciente aguarde
para ser atendido. Se o consultório funcionasse de
maneira eficiente, cumprindo as horas marcadas, não
seria necessário dedicação especial
ao tempo de espera, pois ele seria praticamente inexistente.