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Sociedades
de Especialidades |
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Sociedade trabalha
em defesa da ginecologia e obstetrícia
Durante
o ano de 2003, a Sociedade de Ginecologia e Obstetrícia
do Estado do RJ (SGORJ) intensificou o seu programa de educação
médica continuada. De acordo com o Presidente da
SGORJ, Ricardo José de Oliveira e Silva, atualmente,
o programa é mais amplo dentre as sociedades da especialidade
no país, com uma grande quantidade de congressos,
cursos e palestras, realizados na capital e no interior.
- Para estimular a participação dos especialistas,
tem sido uma característica da Sociedade, cada vez
mais, propor-cionar eventos científicos gratuitos
ou com o pagamento de uma pequena taxa de inscrição.
Além de promover eventos científicos, a Sociedade
também tem se preocupado em auxiliar os especialistas
que estejam respondendo a processos éticos e na Justiça
comum, orientando-os para que tenham uma defesa adequada
– afirmou.
Segundo Ricardo de Oliveira, a SGORJ também tem atuado
junto à SOMERJ e ao CREMERJ nas lutas pelos honorários
médicos, participando das reuniões com as
demais sociedades de especialidades e das assembléias
de convênios, com o objetivo de melhorar a remuneração
do médico e ter uma relação mais ética
e correta com os planos de saúde.
- Nos últimos anos, o CREMERJ tem desenvolvido um
trabalho de aproximação com as sociedades
de especialidades, que resultou na participação
das entidades na formulação das políticas
do Conselho e também na composição
da Chapa Causa Médica, vencedora nas eleições.
Como parte desse trabalho, a SGORJ tem participado, com
o CREMERJ, das ações em defesa das prerrogativas
do ato médico, uma vez que, hoje, existe uma política
que visa afastar o médico de algumas atividades assistenciais
– frisou.
Enquanto que deveríamos ampliar o trabalho das equipes
de saúde, continuou o Presidente da SGORJ, o que
vemos é uma tentativa de substituir o profissional
mais qualificado, o médico, por outros menos qualificados
na assistência. Acredito que o objetivo disso seja
empobrecer a assistência e contratar outros profissionais
de saúde, em substituição ao médico,
por valores menores. Um exemplo dessa política é
a implantação do projeto de casas de parto,
que não se justifica no Município do Rio de
Janeiro. Casas de parto só são aceitáveis,
numa etapa inicial da assistência, em municípios
longínquos, onde não existam médicos.
No Rio, essa é uma proposta absurda, que significa
um retrocesso na assistência e coloca em risco a saúde
da população.
- Ao longo dos anos, conseguimos combater a mortalidade
materna e neonatal através de normas que exigiam
a presença do obstetra, do pediatra e do anestesista
na sala de parto e todo o suporte de vida para a mãe
e a criança. Hoje, estão querendo tirar o
médico da assistência ao parto. Seguindo este
raciocínio, também deveriam deixar de fazer
exigências às maternidades, que necessitam
de equipes completas para o seu funcionamento. A proposta
das casas de parto é perigosa e, onde ela foi utilizada
e testada, demonstrou um aumento da taxa de morbidade das
mães e das crianças. Há muitas experiências
de casas de parto, tratadas como se tivessem êxito,
cujos resultados são relatos de casos e estatísticas
sem rigor científico – observou.
Ricardo de Oliveira enfatizou ainda que, além da
questão específica das casas de parto, existem
outras áreas, em que se tem pretendido alijar os
ginecologistas e obstetras das atividades, como o pré-natal
e o planejamento familiar.
- É importan-te ressaltar que, quando se faz críticas
aos resultados observados em instituições
onde o médico é responsável pelo atendimento,
esse profissional também é vítima de
um sistema que não lhe dá condições
adequadas de trabalho. Isso significa que os resultados
da assistência médica não são
um produto isolado da atividade do profissional e sim das
condições de trabalho e atendimento que são
oferecidas – avaliou.