Associação Médica em Revista
  Sindicato dos Médicos

FENAM discute manutenção ou não do imposto sindical

A discussão sobre a manutenção ou não do pagamento do imposto sindical ainda está muito incipiente, mas a proposta de reforma sindical do Governo Lula já chegou ao Congresso Nacional. De acordo com o Diretor Financeiro da Federação Nacional dos Médicos (FENAM), Marcio Bichara, já foram criados grupos de trabalhos, formados pelas centrais trabalhistas, para debater a proposta do Governo e, até o final do ano, as entidades sindicais serão chamadas para opinar.

- O que está em discussão é se acaba ou não agora a cobrança do imposto sindical ou se o processo será transitório, dando um tempo para que os sindicatos se organizem. Uma parcela grande da CUT, por exemplo, é favorável ao fim do imposto sindical, mas existe outra parcela contra. A argumentação de quem defende o fim da cobrança é baseada na atuação dos sindicatos pelegos e nos sindicalistas de carreira qu
e vivem às custas do imposto. Quem defende a manutenção acredita que o trabalhador como um todo não se encontra organizado o suficiente para isso. A FENAM ainda não tem uma posição formal sobre o assunto, mas, a princípio, achamos importante a manutenção do imposto sindical, até que haja uma discussão mais ampla sobre o que o Governo pretende fazer e qual a opinião das centrais trabalhistas – relatou.

O médico, continuou Marcio Bichara, está tão acostumado a pagar o imposto sindical que, se acabasse a cobrança e os sindicatos tivessem que viver apenas da contribuição social espontânea, acredito que os médicos responderiam bem a essa nova metodologia.

- Hoje, já temos alguns sindicatos no país que não cobram mais imposto sindical, como por exemplo, de Santa Catarina. Inclusive, o que aconteceu lá surpreendeu. Depois que acabou a cobrança do imposto sindical, o número de associados cresceu muito. Em relação à categoria médica, não vejo problemas de haver uma discussão sobre o fim do pagamento do imposto sindical. Para mim, se acabar o imposto, os médicos vão contribuir de alguma outra forma às entidades sindicais – avaliou.

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