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Sociedades
de Especialidades |
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Anestesistas são
formados em centros de ensino e treinamento
Para
que um médico tenha um título de especialista,
geralmente, ele precisa ser aprovado na prova de uma sociedade
de especialidade. Ao contrário da maioria das sociedades,
que utilizam esse método, a Sociedade Brasileira
de Anestesiologia (SBA) não realiza prova de título
de especialista. O futuro anestesista precisa participar
do programa de formação da SBA, nos Centros
de Ensino e Treinamento em Anestesiologia (CETs), onde são
avaliados e formados no decorrer de três anos.
Segundo o Presidente da Sociedade de Anestesiologia do Estado
do Rio de Janeiro (SAERJ), Carlos Eduardo Lopes Nunes, o
hospital, que tem um CET, está autorizado pela Sociedade
Brasileira de Anestesiologia a desenvolver um programa de
formação de especialista, que funciona paralelo
à residência médica.
- Há hospitais que têm residência médica
em anestesiologia, mas que não atingem os parâmetros
mínimos necessários para ser um CET da Sociedade
Brasileira de Anestesiologia. Nesse CET, o futuro anestesista
recebe formação teórica e prática,
com acompanhamento de instrutores credenciados pela SBA,
que são anestesiologistas portadores do Título
Superior em Anestesiologia, fornecido pela Sociedade para
que aquele profissional ensine a especialidade em nome da
entidade – afirmou.
Para a avaliação dos futuros anestesistas,
acrescentou Carlos Eduardo, esses Centros aplicam provas
trimestrais e uma prova anual, realizada no Brasil todo,
no mesmo dia e na mesma hora, para que não haja qualquer
risco de fraude.
- A fim de viabilizar o programa de formação
profissional no Estado, a Sociedade de Anestesiologia do
Estado do RJ coordena a parte teórica do curso. Para
facilitar a vida do médico, a parte teórica
do programa é realizada de maneira integrada entre
todos os hospitais. Uma vez por semana, os alunos de todas
as unidades assistem a mesma aula, que é dada no
Hospital Marcílio Dias – explicou.
Alguns Centros de Ensino e Treinamento no Rio de Janeiro,
continuou Carlos Eduardo, por questões operacionais,
optaram por não participar da aula teórica
integrada. Esses hospitais não participam, mas têm
que cumprir o mesmo programa teórico na sua unidade.
De acordo com Carlos Eduardo Nunes, paralelamente, a SAERJ
também realiza, pelo menos uma vez por mês,
reuniões científicas que podem ser palestras,
debates, mesas-redondas ou apresentação de
casos clínicos. Além disso, a Sociedade ainda
promove, uma vez por ano, uma jornada estadual e uma jornada
fluminense, obrigatoriamente fora da capital.
- Esse ano, a jornada estadual aconteceu no mês de
maio e contou com a presença de quase 400 anestesiologistas.
A jornada fluminense está marcada para agosto, em
Penedo – comentou.
Como regional da Sociedade Brasileira de Anestesiologia,
acrescentou Carlos Eduardo, a SAERJ participa dos programas
de educação continuada, que acontecem on-line
no portal SBA. Geralmente, são realizados debates
com especialistas e aulas de ensino à distância.
Carlos Eduardo Nunes ressaltou ainda que, há dois
anos, a SAERJ começou a editar um livro de assunto
específico da especialidade, que tem sido lançado
durante o Congresso Brasileiro de Anestesiologia e distribuído
gratuitamente a todos os sócios da SBA.
- O primeiro livro abordou bloqueadores neuromusculares
e, o segundo, dor. Esse ano, durante o Congresso Brasileiro
de Anestesiologia, que acontecerá de 13 a 18 de novembro,
em Curitiba, a SAERJ vai lançar um livro sobre anestésicos
venosos – enfatizou.
Pouco tempo depois de ter sido lançado, acrescentou
Carlos Eduardo, o livro sobre dor já tinha sido citado
em referência bibliográfica de artigos publicados
na Revista Brasileira de Anestesia. Ou seja, o nosso livro
já tinha sido lido por quem publica artigos científicos,
o que significa um parâmetro qualidade interessante
para o nosso trabalho e nos dá muito orgulho.