Prestando contas
Hélcio Luiz Bueno Lima e Gilson de Souza Lima
Pres. e 2º Sec. da Associação Médica
de Barra do Piraí, respectivamente
Há
alguns anos, assumimos juntamente com um grupo de colegas
a diretoria da Associação Médica de
Barra do Piraí. Vivíamos, então, um
momento difícil. A classe médica de Barra
do Piraí estava desmotivada. A Associação
Médica sem credibilidade, com pouco mais de uma dezena
de sócios.
Quando pensamos que a situação era ruim, descobrimos
que era pior do que imaginávamos. Ao tomarmos posse,
descobrimos que o contrato de aluguel da sala havia sido
cancelado, a secretária cumpria aviso prévio,
os computadores estavam formatados e tínhamos uma
dívida de quase quinze mil reais com a SOMERJ. Achamos
que era o final.
Resolvemos arregaçar as mangas e trabalhar. Numa
linguagem médica, entendíamos que o paciente
ainda tinha chances e não iríamos fazer a
eutanásia. Procuramos a Unimed Barra do Piraí
que nos deu o apoio. Emprestou-nos computador, sala e disponibilizou
um funcionário para nos secretariar.
Procuramos os médicos, conversamos, os conscientizamos
da importância da Associação Médica.
Iniciamos eventos científicos em parceria com a Unimed
e com a Sociedade Médica de Vassouras. No início,
a presença era pouca, mas, aos pouquinhos, foi aumentando.
Resolvemos fazer um evento social para congraçamento
da classe. O número de médicos foi um pouco
maior.
Ampliamos estas duas atividades e iniciamos atividades políticas
e de defesa da classe médica. Fomos adquirindo credibilidade
junto à classe médica e restaurando o nosso
prestígio junto a Sociedade. Nosso número
de associados aumentava paulatinamente.
Em função da falência do Sistema Único
de Saúde (SUS), a Santa Casa local ameaçou
fechar seu Pólo de Emergência na véspera
de um Carnaval. Contratamos um advogado e, através
de um instrumento jurídico, mantivemos a Emergência
aberta e iniciamos uma discussão sobre a Saúde
no município, envolvendo o Ministério Público,
a Secretaria Municipal de Saúde, a Associação
Médica e a Santa Casa.
Iniciamos, em seguida, duas novas ações jurídicas.
Uma garantindo ao cidadão o direito de internar-se
em apartamento pagando apenas a diferença que o SUS
paga ao hospital e a outra fortalecendo a profissão
médica e impedindo a atuação de um
optometrista que estava praticando ato privativo do médico.
Hoje, temos quase oitenta associados, quitamos a dívida
com a SOMERJ, temos dinheiro em caixa que nos permite a
sobrevivência com total autonomia.
Ganhamos, então, o grande prêmio pelo nosso
trabalho. Tivemos a honra de sermos escolhidos, juntamente
com a Sociedade Médica de Vassouras e a Sociedade
Médica de Valença, para sediar o VII Congresso
da SOMERJ a ser realizado na cidade de Vassouras.
Estamos nos comprometendo com uma missão quase impossível,
ou seja, tentar um congresso melhor que o anterior. Sabemos
das dificuldades, mas assumimos o compromisso de nos esforçarmos
ao máximo para que este evento alcance um elevado
nível científico, aliado a uma boa programação
social e a uma hospitalidade perfeita.
Estamos esperando pelos colegas com as melhores boas-vindas.
Até breve!