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| Associação Médica em Revista |
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Avançando
nas nossas metas
Samuel Kierszenbaum - Presidente da SOMERJ
O Estado do Rio de Janeiro teve o prazer de sediar uma reunião
da Diretoria Plena e do Conselho Deliberativo da Associação
Médica Brasileira. Foi com grande satisfação
que recebemos representantes de sociedades médicas
regionais, e também de conselhos regionais de Medicina,
de todo o país.
Durante a reunião, estiveram em pauta vários
assuntos de interesse da categoria médica, mas receberam
destaques as discussões sobre as estratégias
de implantação da CBHPM - Classificação
Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos,
a mobilização para a aprovação
do Projeto de Lei nº 3466/04 e a elaboração
dos contratos com os planos de saúde.
A implantação da CBHPM hoje é uma realidade.
As dificuldades existem e muitos planos de saúde ainda
resistem, mas não aceitamos que haja um retrocesso
nesse processo.
Novas estratégias de implantação estão
sendo elaboradas para que possamos, através da Classificação,
resgatar o controle sobre o nosso trabalho, retornando assim
a dignidade profissional do médico.
Em relação à tramitação
no Congresso Nacional do Projeto de Lei nº 3466/04, que
referencia a CBHPM no sistema de saúde suplementar,
tivemos uma boa notícia. Com a mobilização
das entidades médicas e o apoio do deputado Rafael
Guerra, Presidente da Frente Parlamentar de Saúde,
conseguimos que o projeto entrasse na pauta da Câmara
de Deputados e a previsão é de que seja votado
ainda no mês de março. A aprovação
do Projeto de Lei nº 3466/04 trará uma nova forma
de apresentação e de remuneração
do trabalho médico, uma vez que a CBHPM coloca os procedimentos
de acordo com o seu porte e o seu valor real. Nos últimos
anos, vários procedimentos foram surgindo na Medicina,
procedimentos esses que hoje são importantes para o
tratamento de várias doenças e que devem estar
acessíveis à população.
Até bem pouco tempo, discutir o conteúdo dos
contratos dos médicos com as seguradoras e os planos
de saúde era praticamente impossível. No entanto,
mesmo com todas as dificuldades de negociação
e a luta diária contra as cláusulas abusivas,
as entidades médicas estão conseguindo entrar
num acordo com as operadoras. Temos consciência de que
não vamos conseguir tudo aquilo que desejamos, mas,
pelo menos, estaremos oferecendo aos médicos contratos
mais justos. Um exemplo é a proposta de contrato com
a Unidas, aprovada durante a reunião da AMB. De todas
as cláusulas, dois pontos, o limite de cobertura dos
novos procedimentos e o índice de reajuste, ainda foram
tema de discordância, mas as entidades médicas
ainda poderão negociar regionalmente esses pontos.
Com toda a certeza, o nosso encontro com as entidades médicas
regionais e nacionais foi um sucesso absoluto. Aproveito a
oportunidade para agradecer o elogio feito à SOMERJ
na ata da reunião da AMB. |
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