AMB discute CBHPM e contratualização
em reunião no Rio de Janeiro
CBHPM
– Classificação Brasileira Hierarquizada
de Procedimentos Médicos e contratualização
foram os principais assuntos que estiveram em pauta durante
a reunião da Diretoria Plena e do Conselho Deliberativo
da Associação Médica Brasileira (AMB),
realizada no Rio de Janeiro, no dia 25 de fevereiro. No
dia 24 de fevereiro, a SOMERJ reuniu representantes de entidades
médicas e parlamentares do Rio para debater, com
o Presidente da AMB, Eleuses Vieira de Paiva, a participação
do movimento associativo na política.
Projeto de lei, que referencia CBHPM, será
votado em março
Durante a reunião do Conselho Deliberativo da AMB,
o deputado federal Rafael Guerra (PSDB/MG), Presidente da
Frente Parlamentar de Saúde, informou que o Projeto
de Lei nº 3466/04, que referencia a CBHPM no sistema
de saúde suplementar, em tramitação
no Congresso Nacional, deve ser votado no início
do mês de março.
Rafael Guerra afirmou ainda que, naquela semana, havia conversado
com o Presidente da Câmara, Severino Cavalcanti (PP/PE),
sobre a importância de se colocar em pauta projetos
de interesse da saúde, o que acabou convencendo-o
a colocar o Projeto de Lei nº 3466/04 para votação.
O projeto de lei, acrescentou o deputado, deverá
ser votado na se-gunda semana de março e, nesse momento,
é funda-mental a mobilização dos médicos
para a aprovação do pro-jeto. Agora, as entidades
médicas nacionais devem entrar em contato com as
lideranças de todos os partidos e as sociedades regionais
devem contactar com todos os deputados federais do seu Estado.
Na ocasião, foram discutidas as estratégias
de mobilização para aprovação
do projeto e como as entidades entrariam em contato com
os deputados federais. A Associação Médica
Brasileira (AMB) e o Conselho Federal de Medicina (CFM)
disponibilizaram nos seus respectivos sites mecanismos de
contato eletrônico da classe médica com os
deputados federais. Além disso, na primeira semana
de março, estará acontecendo uma mobilização
dos médicos em Brasília, durante a reunião
da Frente Parlamentar da Saúde.
Novas estratégias de implantação
da CBHPM
As novas estratégicas de implantação
da CBHPM foram discutidas durante a reunião da AMB,
realizada no Rio de Janeiro. Dez pontos foram ressaltados,
entre eles, a possibilidade de extensão do movi-mento
de suspensão do atendimento às empresas ligadas
à ABRAMGE; a intensa mobilização e
nova campanha de marke-ting pela aprovação
do Projeto de Lei nº 3466/04; e a realização
de novas assem-bléias conjuntas, a exemplo das reali-zadas
no ano passado.
As dez propostas de implantação foram apresentadas
pelo Coordenador da Comissão Nacional para Implantação
da CBHPM (CNI), Lincoln Freire. Além das propostas,
Lincoln Freire fez um balanço do trabalho realizado
pela CNI em 2004, com a realização de 12 reuniões,
impressão de quatro edições do Jornal
Mobilização e envio de 25 edições
do Mobilização On-line, ações
junto à Agência Nacional de Saúde Suplementar,
entre outras atuações.
Na ocasião, o Coordenador dos trabalhos da CBHPM,
Amílcar Giron, ainda fez um balanço sobre
o processo de revisão da Classificação
para a próxima edição. De acordo com
Giron, 38 sociedades de especialidades já apre-sentaram
sugestões de alteração de porte, que
serão avaliadas pela Comissão Nacional de
Honorários Médicos (CNHM).
Entidades médicas nacionais apresentam proposta
de contrato com Unidas
O Diretor de Saúde Pública da AMB,
Samir Dahas Bittar, apresentou a proposta de contrato de
prestação de serviços entre médicos
e operadoras de autogestão, acordada com a direção
nacional do grupo Unidas na Câmara Técnica
da Contratualização. A proposta, que fora
concluída no dia 22 de fevereiro, foi aprovada pelo
Conselho Deliberativo da AMB, no Rio de Janeiro. O texto,
que está disponível no site da AMB (www.amb.org.br),
foi elaborado a partir do contrato apresentado pela Unidas
em dezembro.
De acordo com Samir Bittar, dos mais de 80 itens do contrato
inicial apresentado pelas Unidas, houve apenas dois pontos
de discordância.
- O primeiro ponto refere-se ao limite de cobertura dos
novos procedimentos. Nem todas as operadoras da Unidas aceitam
incluir os procedimentos da Classificação
Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos
(CBHPM) que não estão no rol da Agência
Nacional de Saúde Suplementar (ANS). O outro ponto
é em relação ao índice de reajuste.
A proposta dos médicos é estabelecer um índice
nos contratos a ser aplicado dentro de 12 meses, mas a Unidas
prefere definir esse índice ao final do período
– relatou.
Diante da discordância, Samir Bittar recomendou que
as Comissões Estaduais de Honorários Médicos
e as superintendências estaduais e entidades filiadas
à Unidas negociem regionalmente esses dois pontos.
No dia 1º de março, durante a reunião
da Câmara de Saúde Suple-mentar, em Brasília,
Samir Dahas Bittar apresentou a pro-posta de contrato de
prestação de serviços para a FENASEG
e a ABRAMGE, que foram convidadas oficialmente a desenvolver
com as entidades médicas um trabalho semelhante ao
realizado com a Unidas. Os representantes da FENASEG e da
ABRAMGE se comprometeram a avaliar a proposta.
ANS prorroga prazo para assinatura de contratos
Atendendo a solicitação das entidades médicas,
a Agência Nacional de Saúde Suplementar decidiu
prorrogar por mais 150 dias o prazo para a assinatura dos
contratos de prestação de serviços
entre médicos e operadoras de planos de saúde.
A decisão foi tomada no dia 2 de março e,
agora, o prazo para a finalização dos
contratos passa a ser 14 de agosto.
No final de 2004, os Presidentes da SOMERJ e do CREMERJ,
Samuel Kierszenbaum e Márcia Rosa de Araújo,
respectivamente, enviaram ofício ao Presidente da
ANS, Fausto Pereira dos Santos, solicitando a prorrogação
do prazo de assinatura dos contratos.