Associação Médica em Revista
  Posse No CREMERJ

Nova diretoria toma posse no CREMERJ

A Gestão Causa Médica cumpriu mais um dos seus compromissos basilares de alternância do poder de forma democrática, com a passagem da direção do CREMERJ para um novo grupo de conselheiros. No dia 3 de junho, no Clube Monte Líbano, tomou posse a nova diretoria do CREMERJ, formada pelos Conselheiros Paulo Cesar Geraldes (Presidente), Francisco Manes Albanesi Filho (Vice-Presidente), Aloísio Carlos Tortelly Costa (Secretário-Geral), José Ramon Varela Blanco (Primeiro Secretário), Pablo Vazquez Queimadelos (Segundo Secretário), Luis Fernando Soares Moraes (Tesoureiro), Matilde Antunes da Costa e Silva (Primeira Tesoureira), Abdu Kexfe (Diretor das Seccionais Municipais e Subsedes) e Sergio Albieri (Corregedor).

Durante o seu discurso de posse, Paulo Cesar Geraldes ressaltou que a alternância do poder é um instrumento que vêm mantendo o Conselho devidamente oxigenado e sem vícios, excluindo o culto à personalidade e a mandatos intermináveis. A substituição de diretorias do CREMERJ é apenas a troca da guarda do mesmo ideário que embala a Causa Médica, sendo uma diretoria o seguimento da outra, numa continuidade sem hiatos.

Segundo Geraldes, é com grande preocupação que o CREMERJ constata a realidade vivenciada hoje pelos médicos, com a rede assistencial em frangalhos e a insensibilidade das autoridades, que tem a obrigação e o ofício de facultar à população um atendimento à saúde de forma condigna e ampla.

- Várias questões graves se acumulam através do tempo na área da saúde, a começar pelo próprio SUS que não foi verdadeiramente implantado, pois não são respeitados os princípios de regionalização e hierarquização. A rede básica não funciona e a demanda é toda canalizada para a rede hospitalar, que evidentemente não consegue dar conta do atendimento à população – afirmou.
Muitos desafios, acrescentou Geraldes, ainda existem a vencer, entre eles a regulamentação da profissão médica; a implantação do Plano de Cargos e Salários dos médicos federais e estaduais; o incremento e a aceitação da CBHPM – Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos, como tabela oficial de balizamento dos honorários médicos; a unificação do sistema cooperativo médico; a extinção das casas de parto; a desativação dos programas oficiais que pretendem a substituição do trabalho médico por outros profissionais de saúde sem habilitação, conhecimento e competências necessárias ao ofício médico; a revogação das portarias e instruções oficiais ilegais, que tenham por objetivo alijar o médico do atendimento à saúde; o impedimento do registro de médicos formados no exterior e que não tenham revalidado seus diplomas, inclusive aqueles indicados por partidos políticos; a extinção da residência médica em saúde, criada para desqualificar a atuação médica, englobando-a numa “geléia geral”; a ampliação das vagas para residência médica; a melhoria do ensino médico; a extensão para todos os médicos, de todas as especialidades, dos programas de treinamento e de educação continuada; a melhoria ampla, geral e irrestrita salarial dos médicos; o fechamento de escolas médicas sem capacidade mínima de funcionamento; a derrubada da absurda re-certificação; e tantas outras questões.

Em seu discurso, Paulo Cesar Geraldes também lembrou da sua área de atuação profissional, a psiquiatria, em que tem acontecido a permanente desassistência dos pacientes, principalmente dos psicóticos, com a extinção indiscriminada de leitos psiquiátricos.

- As unidades assistenciais estão sendo desqualificadas e descredenciadas pelo SUS, diminuindo o aporte financeiro e, conseqüentemente, lançando os hospitais no caminho da falência e do fechamento. Não é desenvolvida a rede assistencial comunitária, havendo poucos Centros de Atenção Psico-Social (CAPS) à disposição, bem como a ínfima oferta de moradias e lares psiquiátricos para a substituição dos antigos asilos – avaliou.

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