Mobilização
por reajuste de honorários
O CREMERJ, a SOMERJ, a Central Médica
de Convênios e as sociedades de especialidades se
reuniram com a UNIDAS para discutir o cumprimento do acordo
de reajuste anual para as empresas que implantaram a CBHPM
– Classificação Brasileira de Procedimentos
Médicos.
- As partes envolvidas aguardam decisão da Câmara
Técnica da CBHPM, das entidades médicas nacionais,
a fim de acertar pendências existentes em procedimentos
da 4ª edição da CBHPM – afirmou
a Conselheira Márcia Rosa de Araujo, Coordenadora
da Comissão de Saúde Suplementar do CREMERJ.
Em relação ao reajuste da 3ª edição
da CBHPM, acrescentou Márcia Rosa, já implantada
por 11 empresas da UNIDAS, as entidades médicas estão
estudando proposta de índices, a serem apresentados
pelo grupo ainda em março.
- As empresas que ainda não implantaram a CBHPM deverão
praticar os valores de R$ 35,70 a consulta e CH de 0,33
até a efetiva implantação da Classificação,
conforme negociações já iniciadas –
observou.
Segundo Márcia Rosa, no que se refere à contratualização,
as entidades médicas reafirmam as informações
divulgadas na edição passada do Jornal do
CREMERJ: a direção da Amil se comprometeu
a enviar o novo contrato pactuado a partir de janeiro de
2006; a Bradesco a disponibilizar em fevereiro de 2006,
no seu site, o novo contrato acordado; e a Golden Cross
a disponibilizar, em março de 2006, no site da empresa,
os novos contratos.
- Os médicos devem desconsiderar os contratos enviados
em 2005 por estas empresas. As negociações
sobre contratos continuam com a Sul América, GEAP
e CAPESESP – comentou.
De acordo com Márcia Rosa, é importante ressaltar
o papel das sociedades de especialidades na mobilização
dos médicos, ainda no primeiro semestre, para garantir
a anualidade do reajuste de honorários.
Devemos garantir a mobilização dos médicos,
inclusive, cobrando as nossas reivindicações
aos diversos candidatos que se apresentarão para
as eleições, tanto para o Poder Executivo,
quanto para o Legislativo – enfatizou.
Entidades nacionais reivindicam aprovação
da Lei nº 3644
No dia 16 de fevereiro, em Belo Horizonte, foi realizada
a primeira reunião de 2006 da Comissão Nacional
de Implantação da CBHPM, compostas pelas entidades
médicas nacionais CFM, AMB e FENAM, com os representantes
das Comissões Estaduais de Honorários Médicos.
Na ocasião, foi feito um balanço geral da
implantação da Classificação,
ressaltando que há diferenças regionais devido
à variedade de segmentos existentes em cada Estado.
- Durante a reunião, foi informado que a Unimed adotou
a CBHPM em intercâmbio nacional, havendo a implantação
da Classificação em vários Estados
e singulares. O Grupo UNIDAS tem implantado a CBHPM em diversos
Estados, mas de forma heterogênea, como por exemplo,
acontece no Rio de Janeiro, em que das 36 empresas do grupo
até o momento 11 implantaram a Classificação.
As seguradoras estão pagando valores próximos
aos da CBHPM, mas estão aplicando uma tabela híbrida
própria – relatou Márcia Rosa.
A ABRAMGE, continuou a Conselheira, tem sido considerada
pela Comissão Nacional de Implantação
da CBHPM um segmento de difícil diálogo, em
que ocorre a menor evolução das negociações.
Em relação ao Projeto de Lei nº 3.644,
que referencia a CBHPM nacionalmente como parâmetro
para os honorários médicos, as entidades médicas
nacionais foram surpreendidas pela postura inesperada e
inconveniente da Agência Nacional de Saúde
Suplementar (ANS), que criou obstáculos para a votação
do projeto de lei, que estava em pauta no mês de fevereiro.
- O projeto de lei já tinha sido discutido com as
entidades médicas nacionais, operadoras e lideranças
partidárias na Câmara dos Deputados e foi retirado
de pauta por causa da postura da ANS – informou Márcia
Rosa.
As entidades médicas nacionais recomendaram que se
continue a pressão sobre a ANS e os parlamentares,
principalmente do Governo, para que a lei possa ser votada
na Câmara o mais breve possível, de acordo
com os interesses dos médicos.
ANS quer reduzir taxa de cesarianas
O
Conselheiro Luis Fernando Soares Moraes, Tesoureiro do CREMERJ,
participou de uma reunião na Agência Nacional
de Saúde Suplementar (ANS), no dia 16 de fevereiro,
em que se discutiu a redução de taxas de cesarianas
na área de saúde suplementar. Segundo ele,
a reunião teve como objetivos debater os indicadores
neonatais e as conseqüências das altas taxas
de cesarianas na saúde suplementar, e elaborar um
plano para a implementação de propostas que
vão definir medidas de curto, médio e longo
prazos.
-
O CREMERJ preocupa-se com as taxas de cesarianas. Entretanto,
esse assunto precisa ser aprofundado. É muito freqüente
recebermos reclamações de cesarianas necessárias
que não foram feitas ou realizadas tardiamente, ocasionando
complicações nos partos. Paradoxalmente, não
recebemos queixas de pacientes por ter seu médico
realizado uma cesariana – relatou.
Outra
questão, acrescentou Luis Fernando, que não
pode deixar de ser analisada, refere-se à remuneração
pelo parto normal, que deveria ser, no mínimo, três
ou quatro vezes maior do que a da cesariana.
-
Trata-se, portanto, de matéria polêmica que
precisa ser analisada muito cuidadosamente, com base em
metodologia científica e não em simples ideologia,
pois poderá, inclusive, interferir na relação
médico-paciente e na autonomia das parturientes.
O
Conselheiro Ricardo José de Oliveira e Silva, que
na ocasião representava a FEBRASGO, enfatizou a necessidade
de se fazer estudos para a correta avaliação
dos riscos ou benefícios das cesarianas e dos partos
normais.