Congresso
possibilita troca de experiências entre países
irmãos
Apesar da distância, separados pelo Oceano Atlântico,
e das realidades distintas nos dois continentes, o americano
e o europeu, médicos brasileiros e portugueses se
reuniram num grande evento científico e de confraternização
entre os países irmãos. A SOMERJ e a Ordem
dos Médicos de Portugal realizaram, de 17 a 19 de
outubro, no Hotel Othon Palace, o II Congresso Luso-Brasileiro
de Medicina Interna. Entre os assuntos que foram abordados
no Congresso, estavam doença do refluxo gastro-esofágico,
alergia respiratória, prevenção cardiovascular,
síndrome plurimetabólica, dislipidemias, diabetes
e obesidade, insuficiência cardíaca, exercício
físico, prevenção das hepatites virais,
demências, vasculites, depressão e ansiedade,
a formação em clínica médica
/ medicina interna, entre outros.
Para
Carlindo Machado e Silva Filho, Presidente da SOMERJ e do
Congresso, o evento foi uma importante oportunidade de troca
de experiências, não somente profissionais,
como também pessoais entre médicos brasileiros
e portugueses.
- O Congresso foi muito bom, de excelente padrão
técnico-científico, e ainda mostrou que a
medicina brasileira e a portuguesa estão em níveis
semelhantes. Além disso, os nossos colegas portugueses
foram extremamente simpáticos, o que tornou a presença
deles ainda mais agradável no nosso país –
afirmou.
De acordo com Pedro de Moura Reis, Secretário-Geral
da Comissão Científica Portuguesa, a medicina
brasileira vive um processo de modernização
e de excelência que é reconhecido no vasto
continente americano, em áreas como transplante cardíaco,
cirurgia cardíaca de revascularização,
utilização de células-tronco, combate
a doenças infecciosas e à Aids, entre outras.
Esta excelência precisa ser mais difundida na Europa
e em Portugal.
- Portugal também tem uma moderna medicina em franco
desenvolvimento, nas áreas de cardiologia, cirurgia
cardíaca e torácica, hepatologia e transplantes
hepáticos e renais, diabetologia, oncologia, cuidados
intensivos, medicina interna, preventiva e familiar e outras.
Assim, é desejável uma maior e crescente aproximação
entre os nossos médicos portugueses e brasileiros.
Penso que este objetivo, a ser alcançado, é
a mais valia deste II Congresso – avaliou.
Além da programação científica,
o Congresso também promoveu atividades sociais, como
jantares de confraternização e coquetel no
Consulado de Portugal.